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domingo, 5 de maio de 2013

Fallen Poemas #1 Tempo

Oi, gente. Então, o Dalton é um grande amigo meu de São Paulo e me pediu pra postar alguns poemas e textos dele aqui blog. Atualmente, ele também é vlogger no Mindzzzup, podem conhecer o projeto AQUI!
Espero que gostem dos textos.
Beijos e até amanhã.
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Tempo

Exigimos do tempo o que ele não pode nos dar
Que leve nossas feridas, algumas lembranças e faça tudo passar
Tempo que nada fez, nada faz e tudo agrava
As nossas ações, arrependimentos, nossas amarras
Queremos do tempo muito mais dele mesmo
Mais chances, mais visibilidade, uns... dinheiro
E como a um deus a quem tudo pedimos
O que oferecemos? Tampouco fazemos e nada atingimos
Talvez por sonharmos demais ou mero esquecimento
Mas somente esperar, não nos dá merecimento
O fato é que tendo o "poder" de mudarmos o tempo inteiro
Preferimos culpar o próprio tempo pelos nossos erros

- Dalton Ribeiro

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Música da Morte

A música da Morte, a nebulosa,
estranha, imensa música sombria,
passa a tremer pela minh'alma e fria
gela, fica a tremer, maravilhosa...

Onda nervosa e atroz, onda nervosa,
letes sinistro e torvo da agonia,

recresce a lancinante sinfonia
sobe, numa volúpia dolorosa...


Sobe, recresce, tumultuando e amarga,
tremenda, absurda, imponderada e larga,
de pavores e trevas alucina...


E alucinando e em trevas delirando,
como um ópio letal, vertiginando,
os meus nervos, letárgica, fascina...
(Música da Morte - Cruz e Souza) 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Lua





Clâmides frescas, de brancuras frias,
Finíssimas dalmáticas de neve
Vestem as longas arvores sombrias,
Surgindo a Lua nebulosa e leve...



Névoas e névoas frígidas ondulam...
Alagam lácteos e fulgentes rios
Que na enluarada refração tremulam
Dentre fosforescências, calafrios...



E ondulam névoas, cetinosas rendas
De virginais, de prônubas alvuras...
Vagam baladas e visões e lendas
No flórido noivado das Alturas...



E fria, fluente, frouxa claridade
Flutua como as brumas de um letargo...
E erra no espaço, em toda a imensidade,
Um sonho doente, cilicioso, amargo...



Da vastidão dos páramos serenos,
Das siderais abóbadas cerúleas
Cai a luz em antífonas, em trenos,
Em misticismos, orações e dúlias...



E entre os marfins e as pratas diluídas
Dos lânguidos clarões tristes e enfermos,
Com grinaldas de roxas margaridas
Vagam as Virgens de cismares ermos...



Cabelos torrenciais e dolorosos
Bóiam nas ondas dos etéreos gelos.
E os corpos passam níveos, luminosos,
Nas ondas do luar e dos cabelos...



Vagam sombras gentis de mortas, vagam
Em grandes procissões, em grandes alas,
Dentre as auréolas, os clarões que alagam,
Opulências de pérolas e opalas



E a Lua vai clorótica fulgindo
Nos seus alperces etereais e brancos,
A luz gelada e pálida diluindo
Das serranias pelos largos flancos...



Ó Lua das magnólias e dos lírios!
Geleira sideral entre as geleiras!
Tens a tristeza mórbida dos círios
E a lividez da chama das poncheiras!



Quando ressurges, quando brilhas e amas,
Quando de luzes a amplidão constelas,
Com os fulgores glaciais que tu derramas
Das febre e frio, dás nevrose, gelas...



A tua dor cristalizou-se outrora
Na dor profunda mais dilacerada
E das cores estranhas, ó Astro, agora,
És a suprema Dor cristalizada!..

(Lua - Cruz e Souza)

domingo, 3 de abril de 2011

Refúgio


A noite nos  envolve
Sem pecados, sem culpa…
O amanhã já não existe
Não importa.

Minha voz, sussurro na escuridão
Seus lábios tocam os meus,
Me calam…
Me fazem esquecer…
Somos só nós dois esta noite.

Suas mãos percorrem meu corpo…
Como me conhecem tão bem?
Se envolvem na minha cintura
Me puxam pra você.

Seu corpo me aquece.
Nossos corações batem juntos…
O único som que podemos ouvir.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Guardião II


Eu a deixei a salvo e agora estou aqui, sozinho
Eu não devia sentir isso por ela
Sou seu guardião
E os guardiões não estão autorizados a sentir isto
Ainda mais por alguém como ela.

Quando aceitei cuidar daquela criança
Sabia muito bem o que ela era…
A filha das sombras que foi resgatada, mas…
Não  sabia a mulher que ela se tornaria…
Nem o que despertaria em mim…

Quero vê-la agora, mas não posso…
Ela, de algum modo que eu não sei qual, entende o sistema…
Ela sabe que eu só apareceria se ela corresse perigo,
Suspeitaria.

Isso é algo que me encanta
Ela é tão esperta, inteligente…
Seu sorriso quase sempre ausente…
E principalmente, o jeito de me abraçar…
O jeito que ela me confia sua vida, e mais, sua alma

Não posso deixar que ninguém saiba
Não posso deixar que tirem-na de mim
Não posso abandoná-la.
Não vou deixar nada acontecer à ela. Nunca.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Almas indecisas...


Almas indecisas...
Almas ansiosas, trêmulas, inquietas,
Fugitivas abelhas delicadas
Das colméias de luz das alvoradas,
Almas de melancólicos poetas.

Que dor fatal e que emoções secretas
vos tornam sempre assim desconsoladas,
Na pungência de todas as espadas,
Na dolência de todos os ascetas?!

Nessa esfera em que andais, sempre indecisa,
Que tormento cruel vos nirvaniza,
Que agonias titânicas são estas?!

Por que não vindes, Almas imprevistas,
Para a missão das límpidas Conquistas
E das augustas, imortais Promessas?!

(Cruz e Sousa)

domingo, 28 de novembro de 2010


Tenho muito  o que te agradecer, é verdade
Tudo o que me tornei, foi por sua causa
Nesses últimos anos com você,
Amadureci mais do que em uma vida toda sem sua presença.

Chorei muito.
Sorri mais ainda.
Lutei por você e com você.
Me envolvi em problemas que não eram meus...
Aprendi a sair deles.

Minha paz...
Só encontrei nos teus braços.
Minha alegria...
Foi formada por cada sorriso seu.
Minha inspiração vem de você.
Meu sentido é você.

Mesmo nas brigas,
Você me ensinou muito.
Todas as lágrimas que derramei por você
Lavaram minha alma.
Me limparam de toda a futilidade do mundo.

Foi você que fez a menina,
Finalmente, virar mulher.

domingo, 21 de novembro de 2010


Eu queria saber…
Por que você tem tanto poder sobre mim?

Por que as suas mentiras
são as que doem mais?
Por que as suas verdades
São as que me convencem mais?

Por que quando você chega
Meu coração acelera?
Por que quando você vai embora
Ele para?

Por que seus sorrisos me alegram
E suas lágrimas me fazem sofrer?

Por que, por você,
Mudei  meus planos?
Por que abandonei meus sonhos...
Pra seguir os seus?

Por que só nos seus braços me sinto segura?
Por que me sinto frágil quando você não está?

Por que meus olhos brilham...
Simplesmente por falar em você?

Será que, um dia, você me dará as respostas?!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Saudades



Bom, gente... acho que todo mundo já sentiu saudade de alguém,né?
Não sou só eu que acordo chorando no meio da noite, por ter sonhado com ele...
e principalmente, por descobrir que era só um sonho.
Não sou só eu que sinto falta do abraço, da proteção...

Às vezes, parece que falta uma parte minha...
que algo foi arrancado do meu peito.
Às vezes, tudo que eu preciso é sentir o perfume da pele dele...
e ouvir a sua voz de anjo cantando no meu ouvido.

Procuro a alegria dele em outros sorrisos...
O brilho do seu olhar em outros olhos...
Sua proteção em outros braços...
Nada disso funciona!!

domingo, 31 de outubro de 2010


Sua luz ilumina minha noite
Seus raios me abraçam
Me guiam…

Seu poder me nutria
Me dá força…
Minhas habilidades
Devo a ti e por ti uso.

Mãe Celestial…
Que tudo vê
Que em tudo habita…

Tuas filhas…
Nascem e nutrem-se de ti
Morrem por ti e…
Ao seu ventre retornam.

Teu amor nos protegerá
De todo o mal…
Teu amor é forte do nosso poder.

O dia do recomeço se aproxima
Tuas filhas se curvam ao seu poder,
Clamam por tua luz…
Que ilumina nossos caminhos
Para continuarmos a ensinar tua glória à nossas irmãs.

sábado, 23 de outubro de 2010

Guardião

A noite chega
Traz consigo os meus demônios
A escuridão me envolve,
Me leva pra casa.

Todo o tempo que tentei fugir…
Inútil!
Eles me querem aqui
Mas eu quero ir embora.

Então eu o vejo,
Meu guardião…
Suas asas se abrem à luz da Lua
Seus olhos brilham e ele estende a mão.

Eles não me deixam ir até ele
Estou presa…
Eu grito por ele…

O luar ilumina o desastre
Ele luta por mim

Ele me ama, puramente...
Não devia, mas ama.

Ele os derrota…
Seus braços me envolvem
E ele me leva embora…
Para um lugar onde não é minha casa
Mas onde estou segura… o dia, a luz…